
Equipamento permite reabilitação de pacientes com osteoporose, lesões por esforço repetitivo, fibromialgia e outros distúrbios
Bastam menos de 15 minutos na plataforma vibratória para que o paciente, submetido à técnica desenvolvida na década de 80 pelos cientistas russos Nasarov e Issurin, sinta os efeitos das vibrações sobre o organismo. O equipamento promove a combinação de exercícios físicos com a contração muscular, fortalecendo ossos e músculos. “A vibração profunda tem sido freqüentemente empregada na medicina para tratamento e prevenção de diferentes tipos de doenças e lesões”, afirma a fisioterapeuta dermatofuncional Ludmila Bonelli.
Usada com sucesso no tratamento de osteoporose, artrose, esclerose múltipla, encefalomielite miálgica, reumatismo e lesões por esforço repetitivo, a plataforma vibratória também é benéfica para pacientes em reabilitação. “O aparelho é indicado no combate à osteoporose e no tratamento de lesões ortopédicas, sendo usado no processo de reabilitação em procedimentos pós-operatórios”, ressalta Ludmila.
Ela afirma que há muitas pesquisas científicas sobre os efeitos da tecnologia vibratória sendo realizadas por todo o mundo. “Alguns estudos apontam para a promoção da alteração hormonal, com aumento do hormônio de crescimento, ligado ao sistema imunológico, rejuvenescimento e produção de colágeno, muito usado pela medicina ortomolecular. Há pesquisas relacionadas, ainda, à redução do cortizol, o hormônio do estresse.”
A fisioterapeuta acrescenta que o equipamento pode ser usado, também, contra vários tipos de patologias neurológicas, como mal de Parkinson e em quadros de fibromialgia. “As vibrações garantem um relaxamento extremo tanto nos músculos quanto nos tendões, ossos e vasos, estimulando a produção de minerais e promovendo o aumento da densidade óssea.” Segundo Ludmila, a vibração também facilita a perda de gordura. “Os estímulos produzem o aumento do metabolismo basal, que se desenvolve quando estamos em repouso, e ajuda a perder peso, o que é importante para garantir bons resultados no tratamento de várias patologias.”
A indicação da técnica se estende ao tratamento de varizes. O problema, que ocorre devido à ineficácia das válvulas que existem nas veias, cuja função é evitar o refluxo sangüíneo, é trabalhado na plataforma a partir de exercícios dinâmicos, que estimulam a circulação do sangue. “As vibrações também ajudam a minimizar as dores provocadas pela artrite. A plataforma vibratória possibilita, com o controle da intensidade e a freqüência das vibrações, regular a carga de treino e aplicar a técnica da forma mais adequada”, destaca Ludmila. “É importante que as sessões sejam orientadas por um profissional habilitado”, alerta.
Estética
Quem busca soluções estéticas também pode encontrar benefícios com a vibração profunda. A psicóloga Ana Carolina França já fez várias sessões e aprovou. “Decidi buscar o tratamento porque vi que algumas amigas conseguiram ótimos resultados de emagrecimento. Como esse é meu objetivo, comecei a fazer as sessões e estou percebendo que o resultado é excelente. Apesar da curta duração, a gente sai da sessão com a sensação de ter feito horas de ginástica”, comenta.
A advogada Maria de Lourdes Fernandes Coelho afirma que encontrou nas sessões semanais uma maneira confortável de se exercitar. “Li reportagens sobre a plataforma vibratória e resolvi procurar o tratamento para manter a forma e a saúde, já que detesto fazer ginástica. Fiz apenas 10 sessões e percebi o potencial do equipamento para firmar a musculatura.”
Antes de começar as sessões na plataforma vibratória, o paciente passa por uma avaliação, que define as condições do tratamento. “As vibrações ultrapassam as camadas de pele e músculos, atingindo os ossos. O tempo sobre o equipamento varia de acordo com a necessidade do paciente. Em alguns casos de reabilitação é de 12 minutos, por exemplo, e para um esportista, 45 minutos pode ser o tempo ideal”, indica a fisioterapeuta. O custo médio de cada sessão é de R$28, de acordo com o programa estabelecido a partir da avaliação do paciente.
As vantagens da tecnologia vibratória podem não se estender a todas as pessoas. Portadores de diabetes, por exemplo, não podem ser submetidos à técnica sem uma criteriosa avaliação médica. “Diabéticos e hipertensos não-controlados não podem usar a plataforma. Da mesma forma, o tratamento é contra-indicado para quem tem ou teve trombose e usuários de prótese metálica e marcapasso.”
fonte: Giselle Araújo - www.saudeplena.com.br